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"são os 4 tratados selecionados do Corpus hermeticum, escolhidos dentre os catorze traduzidos por Ficinio..."

"Os escritores poderiam ter utilizado algumas fontes hebraicas, bem como a filosofia greco-romana corrente e, em vista de sua data real posterior a Cristo, poderiam ter ouvido falar no cristianismo e no "Filho de Deus" cristão..."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.32)

"...São irrelevantes os problemas críticos e históricos da literatura hermética, pois teriam sido desconhecidos de Ficinio..."

"Estes escritos na realidade, são de diferentes autores desconhecidos e, sem dúvida, de datas consideravelmente variadas. Mesmo os tratados são com freqüência constituídos de diferentes opúsculos agrupados num todo."

"Nem pretendiam formar um sistema filosófico nacionalmente elaborado"

"O quadro de referências cosmológico admitido como axiomático é sempre astrológico, mesmo quando isso não está expressamente declarado. O mundo material se encontra sob o domínio das estrelas e dos sete planetas."

"As leis da natureza nas quais vive o religioso gnóstico são leis astrológicas, e são o cenário de sua experiência religiosa."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.33)

"Fustugière classificou esses escritos como pertencentes a dois tipos de gnose, a saber, uma gnose pessimista e outra otimista."

"Para a Gnose pessimista (ou dualista), o mundo material, fortemente impregnado da fatal influência das estrelas, é mau por si mesmo; é preciso escapar a ele levando uma vida ascética e evitando, tanto quanto possível, o contato com a matéria,até que a alma iluminada se eleve através das esferas dos planetas, livrando-se das más influencias até atingir seu verdadeiro lar,situado no imaterial mundo do divino."

"Para o otimista gnóstico, a matéria é impregnada do que é divino, a Terra é viva, move-se com vida divina, as estrelas são imensos animais vivos, o sol brilha com poder divino e não há parte da Natureza que não seja boa, pois tudo pertence a Deus."

"A Gênese egípcio. Pimandro.(Corpus Hermeticum I; em parte gnose otimista e,em parte, dualista.)"

"Pimandro, que é o nous ou mens divina, aparece para Trimegisto quando seus sentimentos corporais estão presos a um sono muito pesado. Trimegisto expressa a aspiração de conhecer a natureza dos seres e de conhecer a Deus."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.34)

"Diz Pimandro,"sou eu,nous,teu Deus... e a luminosa palavra que flui do nous é o Filho de Deus."

"..."E o nous-Deus,existindo como luz e vida, trouxe à luz um segundo nous-Demiurgo, que, sendo o deus do fogo e do sopro, formou os Governadores, em número de sete, que envolvem com seus círculos o mundo sensivel". o Mundo uniu-se ao nous-Demiurgo, sendo da mesma substancia, e o nous-Demiurgo, conjuntamente com a Palavra, move os Sete Governadores, dos quais depende todo o baixo mundo elementar. Depois de o nous-Demiurgo-Palavra e sobro de fogo haver formado e posto em movimento os sete Governadores, passa o relato de Trimegisto à criação do homem, que é ação direta do nous-Pai."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.35)

"Deve conhecer a si mesmo, visto que "aquele que a si se conhece a si se dirige", isto é, dirige-se para verdadeira natureza. "Tu és luz e vida como Deus Pai, de quem nasceu o Homem."

(Giordano Bruno E a TradiÇÃo HermÉtica de Frances Yales, p.36)

"se é possivel atribuir a um homem nascido antes da encarnação tal conhecimento, ele viu o Filho nascido do Pai e o Espírito que provinha do Pai e do Filho(tradução de Ficinio, pág.1839)."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.37)

"Um odor de santidade circulava assim o autor da Gênese egípcia, tão semelhante a Moisés, que profetizou o cristianismo e ensinou um modo de vida dedicado ao amor e a devoção a Deus Pai."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.38)

"Deixam-no entrar para a sociedade dos Sete Governadores, que o amam e lhe transmitem seus poderes. O Adão egípcio é mais que humano; é divino, e pertence à raça dos demônios das estrelas, os governadores do mundo inferior divinamente criados."

"Sua Queda é por si mesma um ato de poder. Podia inclinar-se através das armaduras das estrelas, rasgar seus invólucros e descer para mostra-se à Natureza. Fez essas coisas por sua livre vontade, movido pelo amor à bela natureza que ele próprio ajudara a criar e a manter, com sua participação na natureza dos Sete Governadores que estavam nele,e uniu-se a ele no amor."

"Verdade é que essa Queda envolveu uma perda; o Homem, ao descer à Natureza, tomou um corpo mortal e o colocou - a este corpo mortal, sua parte mortal - sob o domínio das estrelas, sendo talvez punido com a separação em dois sexo (depois do curioso período dos Sete seres assexuados, engendrados pelo Homem e pela Natureza). Mas a parte imortal do homem permaneceu divina e criadora."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.39)

"Em resumo, o Gênese egípcio conta a história da criação e Queda do homem divino, um homem intimamente relacionado com os demônios das estrelas em sua própria origem, o Homem como mago."

"Regeneração egípcia. O secreto Sermão da Montanha de Hermes Trimegisto a seu filho Tat. (Corpus Hermeticum, XIII; gnose dualista.)"

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.40)

"Não pode ser percebido pelos sentidos, só pode ser conhecido pelos efeitos de seu poder e energia, o que exige que a pessoa seja capaz de entender o nascimento de Deus. "Não sou capaz disso, ó Pai?", exclama Tat, e como resposta ouve que deve atrair para si esse fato, e ele virá; deve desejá-lo, que será produzido; deve deter a atividade dos sentidos corporais, e a divindade nascerá nele; deve purificar-se dos "castigos irracionais da matéria"."

"Terríveis e numerosos são esses "castigos", sendo os doze principais a Ignorância, a Tristeza, a Incontinência, a Inveja, a Fraude, a Ira, a Precipitação e a Malícia. Eis os castigos que, pelo seu aprisionamento no corpo, forçam o homem interior a sofrer através dos sentidos."

"Agora, em religioso silêncio, Tat experimenta a obra da regeneração, as Potestades de Deus vêm a ele e expulsam os Castigos. O conhecimento substitui a ignorância; a Alegria repele a tristeza; a Continência, a Incontinência; a Perseverança, a Concupiscência; a Justiça, a Injustiça; a Generosidade, a Cupidez; a Verdade, o Engano."

"Como explica Festugière, os doze vìcios ou "castigos" provem dos doze signos do zodíaco que oprimiam Tat enquanto ele ainda era material, vivendo sob as influencias da matéria."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.41)

"No comentário referente a esse tratado, Ficinio compara a expulsão dos ultores e sua substituição pelas Potestates Dei com a experiência cristão da regeneração em Cristo, a Pelavra e o Filho de Deus."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.42)

"(3) Reflexão (egípcia) sobre o Universo da Mente. A mente para Hermes (corpus hermeticum, XI; gnose otimista)"

"Vê a hierarquia dos sete céus e a sua ordem. Vê que todas as coisas estão repletas de Luz. Vê a terra, estabelecida no centro do todo - a grande nutriz a alimentar todas as criaturas terrestres. Tudo é repleto de alma, e todos os seres estão em movimento."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.43)

"Todos os seres estão em Deus"

"O leitor notará que a visão de mundo em que está fundamentada essa revelação egípcia (um tipo de gnose realmente otimista) difere fundamentalmente da precedente (baseada num tipo de gnose pssimista)."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.44)

"Na revelação de Hermes para Tat, a matéria era má, e a obra de regeneração consistia em escapar do poder dela através da íntima união da alma com as Potestades Divinas ou Virtudes. Aqui o mundo é bom, pois é repleto de Deus. A gnose consiste em refletir o mundo no íntimo da inteligência, pois assim conheceremos Deus, que o crio"

"O princípio da reflexão do mundo na inteligência pertence, portanto, a ambos os tipos de gnose, mas com ênfase diferente. Num desses tipos, o adepto é liberto por sua visão dos poderes do mal na matéria, havendo nisso um forte elemento ético. No outro tipo, há a visão de Deus na natureza, uma espécie de panteísmo; o mundo material está repleto do que é divino, e a gnose consiste em aprender plenamente esse fato, tal como é, encerrado-o na inteligência."

"(4)filosofia egípcia do Homem e da Natureza: Movimento da Terra. De Hermes Trimegisto para Tat, sobre o intelecto comum. (Corpus hermeticum, XII; gnose otimista.)"

"Também o mundo é um deus, imagem de um deus maior. Unido a ele e conservando a ordem e a vontade do Pai, omundo é a totalidade da vida. Nada há nele, no decorrer de todo retorno cíclico determinado pelo Pai, que não seja vivo."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.45)

"Se eles se decompõem, não é para que sejam destruídos, mas renovados. Que é, de fato, a energia da vida? Não é movimento? Que há no mundo que seja imóvel? Nada."

"Mas pelo menos a Terra - não parece ser imóvel? Não."

"No Todo não há nada que não seja Deus."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.46)

"Essa filosofia, na qual o homem divino participa do intelecto completamente impregnado do mundo vivo, da divina natureza, é a filosofia ideal de homens como os magos, conforme demonstrará o Asclépio."

"(5) Religião egípcia. O Asclépio ou a Palavra perfeita (título correto divulgado por Lactâncio, que lhe dá o nome de Sermo Perfectus; gnose otimista.)"

"O homem é um magnum miraculum, um ser digno de honra e reverência. Ele entra na natureza de um deus como se fosse deus ele próprio; familiariza-se com a raça dos demônios, sabendo que é da mesma origem."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.47)

"O homem une-se aos deuses por aquilo que possui de divino: seu intelecto."

"Ao criar o segundo deus, Deus viu que era belo e o amou na condição de primogênito de sua divindade ("como seu Filho", segundo Lactâncio, que considera esta uma das passagens nas quais Hermes profetiza o cristianismo)."

"Vendo que o homem não poderia regular todas as coisas,sem que lhe desse um invólucro material, deu-lhe um corpo. Assim, foi o homem formado de dupla imagem, para que pudesse adorar e admirar as coisas do céu e cuidar das coisas terrestres, governando-as."

"pois existem muitos deuses, alguns, inteligíveis, outros, sensíveis."

"O Sol ilumina as outras estrelas,....,Deve ser tido como um segundo deus."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.48)

"os trinta e seis chamados Horóscopos, que são estrelas fixas, tendo por chefe um deus chamado Pantomorfo,...., Nenhuma forma individual pode nascer exatamente iqual a outra."

"Exatamente como o Senhor e Pai é o criador dos deuses do céu, o homem é o o autor dos deuses que residem nos templos. Não só recebe a vida, como também a transmite. Não só progride em direção a Deus, como faz Deuses."

"Sim, às estátuas, Asclépio. São estátuas animadas, cheias de sensus e spiritus, que podem executar muitas coisas."

"Nossos, primeiros ancestrais inventaram a arte de fazer deuses,....,E agradar-lhes com numerosos sacrifícios, hinos, cantares de louvor e doces concertos que lembram a harmonia do céu suave para que o elemento celestial, introduzido no ídolo pela repetida prática dos ritos celestiais, possa suportar alegremente sua longa estada entre os homens. Assim os homens fazem deuses."

(Giordano Bruno E a Tradição Hermética de Frances Yales, p.49)

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